NOTA DE ESCLARECIMENTO: Site Congresso Em foco

Em virtude de matéria veiculada hoje no site Congresso Em foco, na qual meu nome foi mencionado sem consulta prévia como determinam as normas do bom jornalismo, encaminhei ao jornalista responsável a seguinte nota:

“Prezado Jornalista Edson Sardinha,
Acompanho sempre suas publicações pois admiro a linha editorial do Congresso em Foco. Acredito que por falta dos meus contatos você não tenha me procurado para me ouvir sobre a matéria do CNJ, como determinam as regras do jornalismo. Por tal razão, aproveito o ensejo para prestar quatro esclarecimentos:

1. Não sou advogado. Sou professor universitário e servidor público, já aprovado em dois concursos, inclusive o dificílimo concurso para o cargo de Professor Adjunto da Universidade de Brasília, em que a disputa é travada somente por profissionais portadores do título de Doutor em Direito.

2. Minha relação com o Subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República antecede o período em que ele mesmo iniciou sua atuação como advogado do PMDB. Somos professores da mesma universidade, eu há 15 anos e ele há quase 20, pois foi professor da minha turma no 5o semestre do curso. Minha atuação como seu subordinado sempre foi técnica e iniciou na condição de seu assessor no Conselho Nacional do Ministério Público, órgão que ingressei desde 2009 no quadro de servidores concursados, e onde assessorei diversos Conselheiros oriundos do Ministério Público Federal e da Magistratura Federal. Em razão da experiência técnica adquirida no assessoramento de autoridades há 17 anos seguidos, e considerando minha sólida formação e produção acadêmica, que inclui cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, além da publicação de 5 livros e diversos artigos, não entendo o espanto com o fato de eu receber convite para trabalhar como seu adjunto. Desafio qualquer um a provar que já ocupou o cargo de Subchefe Adjunto para Assuntos Jurídicos da Presidência da República qualquer profissional com currículo objetivamente melhor que o meu.

3. De fato, após a publicação de matérias na Folha de São Paulo tratando da temerária candidatura de um menino de vinte e poucos anos, recém formado na graduação (o que não caracteriza sequer saber jurídico, que dirá notório), e com vínculos políticos questionáveis sob a perspectiva moral, ao honroso cargo de Conselheiro do CNJ, passei a receber telefonemas de diversas lideranças partidárias e de membros de associações de classe da magistratura nacional destacando a solidez de meu currículo e sugerindo que indicasse meu nome em contraposição a atuação das famosas “forças ocultas”. Minha resposta foi no sentido de que passaria a refletir com a serenidade que a medida requer. Dessa forma, não podemos dizer, ainda, que sou postulante à indicação.

4. A folha de São Paulo recentemente se referiu a artigo de minha autoria em que questiono exatamente o que a nota da magistratura mencionada em sua matéria critica. Você pode encontrá-lo em meu site, sob o título “O CNJ e a ousadia dos canalhas”. Lá também pode ser encontrada toda a história da minha vida, bem como o meu pensamento a respeito das coisas da República.

Sei que suas intenções são sempre a da exposição da verdade e da colaboração com a busca por soluções para essa indecência que tomou conta da política brasileira. Acredito, portanto, que você dará publicidade, na íntegra, a esta nota, que passa a valer, ainda que intempestivamente, como minha manifestação “prévia” a respeito da matéria.

Atenciosamente,
Erick Vidigal

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