Biografia, acadêmico, servidor público, esportista e músico

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BIOGRAFIA

Erick Vidigal nasceu em 20/01/1975, em São Luis – MA.

Filho de Eliane e Edson Vidigal (ela professora e ele jornalista político do Jornal do Brasil), mudou-se com seus pais para Brasília em 1976.

A confirmação da residência na nova Capital do Brasil deu-se três anos depois, por ocasião da eleição de seu pai para exercer mandato de Deputado Federal, perante o Congresso Nacional, em representação ao povo do Maranhão.

Em razão das atividades políticas de seu pai, que inclui a ocupação de cargos expressivos na República, como o de Assessor Especial do Presidente da República e o de Ministro Presidente do Superior Tribunal de Justiça, a infância de Erick Vidigal foi dividida entre a rotina de uma criança comum, com brincadeiras, estudos e esportes, e o dia a dia de expectador da condução articulada dos destinos da Nação.

De tanto observar as conversas de seu pai com senadores, governadores, ministros e até presidentes da República (Tancredo Neves e José Sarney mantinham com ele relação de amizade), Erick Vidigal passou a compreender cada vez mais a importância daquilo que viria a se tornar uma de suas maiores paixões: a política.

Essa paixão, que àquela época ainda estava em fase de namoro, foi temporariamente interrompida com a decisão de sua mãe, tomada após seu processo de separação, de mudar-se para o Rio de Janeiro. Contudo, a saudade que guardava de Brasília fez com que Erick Vidigal voltasse para a Capital do país um ano depois, passando, então, a residir com seu pai.

Aos 14 anos de idade, a dor da separação de seus pais deu espaço para a dor da perda de seu irmão caçula, que aos 13 anos de idade saltou do 5º andar do prédio em que moravam.

De volta ao Rio de Janeiro, Erick Vidigal deparou-se com os efeitos da tragédia familiar: uma mãe envolta em sofrimento, dividida entre a perda da vontade de viver e a necessidade de completar a criação de seus outros três filhos, o que fazia sozinha com o restrito salário de servidora pública.

Aos 18 anos, quando pleiteava seu ingresso voluntário no serviço militar, foi convidado por seu irmão Edson Travassos para retornar a Brasília. Edson havia sido aprovado em concurso público do Tribunal Superior Eleitoral e resolveu que ajudaria Erick Vidigal a complementar seus estudos.

A partir do apoio familiar, Erick Vidigal concluiu seu segundo grau em curso supletivo e foi aprovado no vestibular do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, iniciando o curso de Direito em junho de 1997.

Com a ajuda de amigos, Erick Vidigal conseguiu trocar o emprego que tinha como Auxiliar de Encarregado de Serviços Gerais na firma de Limpeza Colina, onde prestava seus serviços de 15:00 às 23:00h, e foi trabalhar como Agente de Viagens, primeiro na Interline Turismo e, posteriormente, no General Sales Agency da empresa aérea alemã Lufthansa.

Por volta do quinto semestre do curso de Direito, foi indicado para ocupar o cargo comissionado de Assessor da Procuradoria Fiscal do Distrito Federal. Um ano depois, chamou a atenção do então Procurador-Geral do DF, Dr. Miguel Ângelo Farague de Carvalho, e foi indicado para a Procuradoria do Meio Ambiente, Patrimônio Urbanístico e Imobiliário do Distrito Federal.

Em razão de seu desempenho acadêmico, Erick Vidigal formou-se em Dezembro de 2002 sendo agraciado com bolsa de estudos do UniCEUB para prosseguir com sua formação educacional em nível de pós-graduação. Recebeu, ainda, dois convites que mudariam sua vida profissional: publicar um livro e iniciar a carreira de professor universitário.

Seu primeiro livro – Protagonismo político dos juízes: risco ou oportunidade? (2003) – foi prefaciado pelo então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Marco Aurélio Mello.

Dividindo seu tempo entre a advocacia, o estudo e as aulas que ministrava em duas faculdades do Distrito Federal e no maior curso preparatório para concursos de Brasília, Erick Vidigal concluiu sua primeira pós-graduação, obtendo o título de Especialista em Direito Processual Civil.

Com a intensa dedicação ao magistério, não tardou para que seu nome passasse a ser associado em Brasília ao Direito Processual Civil, fato que lhe levou a escrever e publicar seu segundo livro – Questões de Direito Processual Civil Comentadas (2007).

Nessa época, a paixão pelo conhecimento já o havia dirigido a São Paulo, onde iniciou seus estudos em nível de mestrado, voltando sua atenção para as relações econômicas internacionais.

A conclusão do curso de mestrado da PUC/SP – logrando sua aprovação perante a banca examinadora com nota máxima – não apenas lhe assegurou a continuação de seus estudos em nível de doutoramento, mas lhe rendeu convites profissionais importantes, levando-o a chefiar todo o Jurídico da Secretaria de Estado de Esportes do Distrito Federal (2007), bem como a Assessoria  Jurídica da Procuradoria Parlamentar da Câmara dos Deputados (2008).

A aprovação no concurso público para o cargo de Analista Processual do Ministério Público da União, aliada à sua experiência profissional, garantiu o convite para o assessoramento jurídico no Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP (2009), tendo assessorado o Conselheiro Sérgio Feltrin (Desembargador Federal do TRF da 2a Região, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça), a Conselheira Thaís Ferraz (Juíza Federal da 4a Região, indicada pelo Supremo Tribunal Federal), o Conselheiro Mario Bonsaglia (Subprocurador-Geral da República) e o Conselheiro Alexandre Saliba (Juiz Federal da 3ª Região, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça). Ao mesmo tempo, a conclusão de sua segunda pós-graduação (especialização em Relações Internacionais e Comércio Exterior) lhe rendeu o convite para integrar, na condição de Assistente para os cursos de Direito e Relações Internacionais,  a Direção da mesma faculdade onde se formou 07 anos antes.

Em 2010, publicou seu terceiro livro: “A paz pelo comércio internacional: a auto-regulação e seus efeitos pacificadores”.

No ano de 2011, Erick Vidigal concluiu seu Doutorado em Direito das Relações Sociais na PUC/SP, tendo sido aprovado com nota máxima pelos cinco integrantes de sua Banca Examinadora.

No ano seguinte, foi aprovado no concurso público de provas e títulos para o cargo de Professor Adjunto de Direito Processual Civil, da Universidade de Brasília – UnB, cargo privativo de Doutor em Direito.

Publicou capítulos em livros sobre o Novo Código de Processo Civil e na obra “Direito Constitucional Contemporâneo”, esta última publicada em homenagem ao Vice-Presidente da República e constitucionalista Michel Temer.

Atualmente (2016), vem dedicando sua atenção:

(1) à educação de seus filhos

(2) ao magistério superior nos cursos de graduação, pós-graduação e mestrado em direito

(3) à conclusão de 2 livros e revisão de outros 2 para publicação neste ano

(4) à atividade de Assessor de Conselheiro Nacional do Ministério Público

(5) às aulas gratuitas que de Jiu-Jitsu e defesa pessoal que ministra para mulheres e crianças, em projeto destinado a auxiliar no combate ao bullying e à violência doméstica.

Conheça mais sobre a vida do Professor Erick Vidigal assistindo à entrevista concedida ao programa Saber Direito Debate, da TV Justiça.  (clique aqui)

Para conhecer o pensamento de Erick Vidigal acerca da relação entre Direito e Literatura, confira a entrevista concedida ao programa Iluminuras, da TV Justiça, clicando aqui

O ESPORTISTA

A paixão de Erick Vidigal pelos esportes – especialmente pelas artes marciais – é muito antiga.

Aos 12 anos iniciou a prática da capoeira com o mestre Divino, do grupo Beribazu, no colégio INEI da Asa Sul (Brasília-DF), prosseguindo com a luta, já no Rio de Janeiro, sob a ginga malandra do mestre Bode, do grupo senzala, no América Esporte Clube. O vínculo com a Capital da República inspirou o mestre Bode na escolha de seu nome de batismo: Esplanada (seu irmão Neto Vidigal foi batizado primeiro, com o nome Alvorada).

Aos 15 anos, a paixão por esportes aquáticos levou Erick Vidigal para a prática do surf, esporte que lhe rendeu grandes amizades, algumas delas que perduram até hoje.

Foi também nessa época que seus amigos Vandinho e Beto lhe apresentaram sua mais nova paixão: o Muay Thai (Boxe Tailandês).

Sob a tutela do professor PH, dedicou-se à prática do esporte na academia Naja, no Rio de Janeiro, até a faixa azul clara, passando a dar aulas para a comunidade carente de duas favelas do bairro da Tijuca.

No morro do Borel, sede do Comando Vermelho, principal facção criminosa do narcotráfico carioca, Erick Vidigal aprendeu a importância da prática esportiva na vida de crianças constantemente assediadas pelo crime, que vivem em meio ao pesadelo da guerra entre traficantes e policiais.

As aulas no morro da Formiga, por sua vez, permitiram-lhe aprender que por trás das expressões fechadas, das gírias rasgadas, dos palavrões agressivos e da malandragem de sobrevivência, as favelas escondem trabalhadores dedicados, cheios de sonhos e esperança, em busca de uma oportunidade para mostrar o seu valor.

Nessa época, sentindo a necessidade de se aperfeiçoar no combate em solo, praticou, simultaneamente, a luta livre esportiva, a partir dos ensinamentos do mestre Jeferson Oliveira Pereira, na academia JOP.

A vinda para Brasília aos 19 anos – juntamente com algumas lesões – levaram Erick Vidigal de volta à natação, até que, por ironia do destino, esbarrou com um antigo colega de Muay Thai do Rio de Janeiro (Marcão Gigante), retomando seus treinos de Boxe Tailandês e iniciando nova luta de chão, agora o Jiu-Jitsu.

Após conhecer a filosofia de vida do professor Jucão, da Academia Gracie Barra no Rio de Janeiro, Erick Vidigal integrou a primeira equipe de competição da Academia Dalmo Ribeiro/Jucão Jiu-Jitsu, tendo lutado em vários campeonatos, incluindo o Segundo Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu em Los Angeles – EUA, no ano de 1996.

Já com a faixa azul escura no Boxe Tailândes e quando se preparava para assumir a faixa roxa de Jiu-Jitsu, a aprovação no vestibular e o início de estudos mais sérios levaram Erick Vidigal a se afastar dos ringues e tatames por uns tempos.

O jogo de tênis passou a substituir as lutas, e até o antigo skate dos dias sem onda no Rio de Janeiro foi retirado do armário.

Como não poderia deixar de ser, o amor pelos esportes levou Erick Vidigal a se envolver politicamente com a atividade. 

Após a conclusão dos créditos de seu mestrado, Erick Vidigal aceitou o convite do então Secretário de Estado de Esportes do Distrito Federal (2007), André Felipe de Oliveira da Silva, formulado a partir da indicação do Procurador-Geral do DF, Dr. Túlio Arantes, para chefiar o Jurídico da Secretaria.

A relação de confiança a partir daí estabelecida fez com que Erick Vidigal passasse a ter voz política nas decisões da Secretaria, fato esse que possibilitou a implementação de diversas idéias voltadas para os atletas do Distrito Federal.

Não é exagero afirmar – e diversos documentos assim o registram – a participação ativa de Erick Vidigal na adaptação do projeto das Vilas Olímpicas, idealizado pelo Secretário André Felipe, para a realidade do Distrito Federal. 

Do mesmo modo, foi a partir das conversas entre o Secretário André Felipe e Erick Vidigal que foi idealizado, criado e implementado o projeto Compete Brasília, que tinha por finalidade a concessão de passagens aéreas, para qualquer parte do mundo, aos atletas do Distrito Federal com destaque em suas respectivas modalidades.

Divergências políticas e éticas levaram ambos a se desligarem do governo, abrindo espaço para a manipulação política dos dois projetos, que em muito se afastaram da ideia original.

As Vilas Olímpicas seriam inauguradas – em número de 20 – até 2009, realizando, desde a sua inauguração, 5.000 atendimentos por mês em cada uma. Milhares de crianças do Distrito Federal estariam longe das ruas no horário extra-classe, praticando, com seriedade, duas modalidades esportivas, sem gastar qualquer dinheiro.

O Compete Brasília, por sua vez, que levou atletas do Distrito Federal até para a Rússia, sem burocracia e sem qualquer irregularidade quando de sua criação, estaria em pleno desenvolvimento, privilegiando o atleta, e não as federações, associações e agências de viagens que passaram a fazer parte da gestão do projeto.

Em 2009, Erick Vidigal retomou a prática do Jiu-Jitsu, agora com o amigo e professor Admilson “Juquinha” Brittes, da Academia Gracie Juquinha/Humaitá, iniciando, ainda, sua preparação física com vistas ao seu retorno ao Muay Thai, para submeter-se ao exame de faixa preta.

No ano de 2010, após vencer a seletiva interna da equipe “Gracie Humaitá/Juquinha DF”, obteve o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Interclubes da Liga Brasileira de Jiu-Jitsu (LBJJ) e o 1º lugar no Campeonato Brasiliense de Jiu-Jitsu, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) em conjunto com a Federação Brasileira de Jiu-Jitsu do Distrito Federal (FBJJDF).

Foi também neste ano que recebeu o terceiro lugar na premiação de melhor atleta faixa azul do ano, no ranking interno da Gracie/Humaitá/DF, recebendo sua certificação para uso da faixa roxa de Jiu-Jtsu.

Em 2011, suas atividades esportivas foram divididas entre os treinos de Jiu-Jitsu, na Academia Gracie Humaitá/DF, e os treinos de MMA (Mixed Martial Arts), na Constrictor Team.

Em dezembro de 2012, após conquistar medalha de ouro no “Brasília International Open de Jiu-Jitsu” e a “medalha de bronze no Campeonato Mundial Rockstrike de Jiu-Jitsu”, recebeu sua faixa marrom de Jiu-Jitsu.

Lutou diversos campeonatos na faixa-marrom, como o Rio Open, o São Paulo Open, o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu sem Kimono (Los Angeles/CA/2014) e o San Diego Championshipp da North American Grappling Association (San Diego/CA/2014).

Destacam-se de sua caminhada rumo à faixa preta de Jiu-Jitsu os seguintes resultados:

– Campeão do São Paulo International Open 2014 (Peso Médio)
– Campeão Absoluto do São Paulo International Open 2014
– Campeão do Brasília International Open 2012 (Peso Médio)
– Campeão Brasiliense de Jiu-Jitsu – Etapa Final 2010 (Peso Leve)
– Vice- Campeão Brasiliense de Jiu-Jitsu – Etapa Final 2015
– Vice-Campeão da Copa Soberano de Jiu-Jitsu 2015 (Peso Médio)
– Vice-Campeão do Naga Grappling Championship 2014 – San Diego/EUA (Peso Médio)
– Vice-Campeão do 2o Capital International Championship 2014 (Peso Médio)
– Vice-Campeão Brasiliense de Jiu-Jitsu – 2a Etapa 2013 (Peso Médio)
– Vice-Campeão do Brasília International Open 2013 (Peso Médio)
– Vice-Campeão do São Paulo International Open 2013 (Peso Médio)
– Vice-Campeão da Seletiva Interna Equipe Ribeiro/Juquinha Jiu-Jitsu (Peso Médio) 2013
– Vice-Campeão da Seletiva Interna Equipe Ribeiro/Juquinha Jiu-Jitsu (Peso Médio) 2012
– Vice-Campeão da 1a Copa Esporte & Ação Free Style de Jiu-Jitsu 1996 (Teresópolis/RJ – Peso Leve)
– Vice-Campeão do Torneio Interno Armando Wriedt de Jiu-Jitsu – 1996 (Peso Leve)
– 3o Lugar no Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono (No GI) – Los Angeles/CA/USA – 2014 (Peso Médio)
– 3o Lugar no São Paulo International Open 2014 (Peso Médio)
– 3o Lugar no Campeonato Brasiliense de Jiu-Jitsu – 2a Etapa 2013 (Peso Médio)
– 3o Lugar no Campeonato Brasiliense de Jiu-Jitsu – 3a Etapa 2013 (Peso Médio)
– 3o Lugar no Campeonato Mundial Rockstrike de Jiu-Jitsu 2012 (Peso Médio)
– 3o Lugar no Campeonato Brasileiro de 2011 (Peso Leve)
– 3o Lugar no Campeonato Brasileiro Interclubes 2010 (Peso Leve)
– 3o Lugar na Copa Iate Clube de Brasília de Jiu-Jitsu 1996 (Peso Leve)

Sua paixão pelos esportes lhe levou a experimentar, além do surf, do skate, do muay thai, do MMA e do Jiu-Jitsu, outros esportes incomuns, como o mergulho recreativo, o rafting e o snowboard.

Atualmente, suas atividades esportivas abrangem:

1) os treinos e campeonatos de Jiu-Jitsu com a equipe Ribeiro Jiu-Jitsu Brasília

2) os treinos de MMA com a equipe Constrictor Team

3) as aulas de submission (Jiu-Jitsu sem kimono) que ministra gratuitamente no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB

4) o ensino dos primeiros passos de Jiu-Jitsu e MMA para seus filhos e esposa.

O PROFESSOR

A primeira experiência de Erick Vidigal com o magistério superior deu-se na condição de assistente do professor Túlio Arantes, na disciplina Processo Civil III (Recursos), quando ainda cursava o 9º semestre na faculdade.

Em razão do casamento do mencionado professor, que se ausentou por duas semanas do Brasil, a turma concordou que Erick Vidigal, por seu desempenho acadêmico e experiência profissional, assumisse como substituto. Caso restassem dúvidas, essas seriam esclarecidas posteriormente pelo titular da disciplina.

As aulas por ele ministradas contaram com a aprovação geral da turma, que por sua vez dispensou o professor titular da preocupação de complementar, em seu retorno, o conteúdo estudado.

No último semestre do curso, ao defender sua monografia perante banca examinadora (nov/2001), um dos membros sugeriu o encaminhamento do trabalho apresentado por Erick Vidigal para publicação. No mês seguinte, ao assumir a coordenação do curso de Direito da Faculdade UniEURO, em Brasília, o mesmo professor o convidou para lecionar Prática Jurídica Simulada naquela Instituição de Ensino Superior.

Em março de 2002, Erick Vidigal foi convidado para lecionar Direito Processual Civil (Processo de Conhecimento) no turno vespertino do curso de Direito do UniCEUB. Após aprovação no processo de avaliação, passou a ministrar, no mesmo turno, a disciplina Recursos Cíveis, além da Prática Cível Simulada no Núcleo de Práticas Jurídicas do UniCEUB. A partir daí, assumiu turmas em todos os turnos, aumentando sua atividade também em outras faculdades.

Em pouco tempo, passou a receber convites para dar aulas em cursos preparatórios para concursos públicos de carreiras jurídicas. Primeiro no Curso Preparo, depois no Alto Nível, no Obcursos, na Fortium e no GranCursos.

Quanto mais aulas ministrava, mais paixão desenvolvia pelo magistério, e mais conhecimento se obrigava a buscar. Por tal razão, Erick Vidigal afastou-se das aulas dos cursinhos e dedicou-se ao aprimoramento acadêmico. Cursou duas especializações (UniCEUB), mestrado e doutorado (PUC/SP). Publicou livros e artigos. Ministrou palestras.

Um dos grandes reconhecimentos de sua dedicação ao magistério veio na forma de convite para assumir a função acadêmica de Assistente de Direção para os cursos de Direito e Relações Internacionais, da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, instituição onde se formou.

Em 2012, obteve aprovação no concurso público para o cargo de Professor Adjunto de Direito Processual Civil da Universidade de Brasília – UNB, cargo privativo de Doutor em Direito. Inicialmente, a Banca Examinadora, presidida pelo eminente Ministro Teori Zavascky, do Supremo Tribunal Federal, atribuiu-lhe o primeiro lugar na classificação geral. Contudo, ao submeter o resultado à homologação perante o Conselho da Faculdade, a classificação final foi alterada por divergências levantadas quanto à interpretação do Edital na questão da apreciação dos títulos, o que levou um ex-aluno da UnB e membro do grupo de pesquisas conduzido pelo professor que levantou tais questões no Conselho a assumir o primeiro lugar e ser nomeado.

O Professor Erick Vidigal submeteu, então, a questão ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e à Controladoria Geral da União.

Ingressou como professor do Programa de Mestrado em Direito da Escola Paulista de Direito em 2014.

Ja lecionou as seguintes disciplinas (graduação, pós-graduação e mestrado):

  1. Teoria Geral do Processo
  2. Processo Civil – Parte Geral
  3. Processo Civil – Processo de Conhecimento
  4. Processo Civil – Execuções
  5. Processo Civil – Cautelares
  6. Processo Civil – Procedimentos Especiais
  7. Processo Civil – Recursos e Ação Rescisória
  8. Processo Civil – Prática Forense
  9. Direito Administrativo
  10. Economia Jurídica
  11. Instituições Jurídicas
  12. Direitos Humanos
  13. Fundamentos e Limitações dos Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos (Mestrado)

Seu currículo acadêmico completo e atualizado está disponível na base de dados do CNPQ, que pode ser acessado clicando aqui>>>

O ESCRITOR

O gosto de Erick Vidigal pela escrita surgiu ainda na adolescência, com as aulas de literatura.

As poesias de Manoel Bandeira, Gonçalves Dias, Alvares de Azevedo e Gregório de Mattos Guerra, dentre outros, foram companhias constantes naquela época, sendo natural que seus primeiros escritos tenham sido dedicados à poesia.

Durante a faculdade, Erick Vidigal começou a escrever seu primeiro romance, voltado para o público adolescente, chamado “Eduardo e Mônica”.  A história, inspirada na letra de Renato Russo, tinha por finalidade abordar assuntos delicados como sexo, drogas e escolha da carreira profissional. O projeto, contudo, foi interrompido por sua formatura (2001) e pela necessidade de concluir seu primeiro livro jurídico, “Protagonismo político dos juízes: risco ou oportunidade?” (América Jurídica, 2003).

Prefaciado pelo então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Marco Aurélio Mello, o livro tratava do tema “ativismo judicial” de modo crítico e vanguardista, prenunciando as discussões sobre o tema que vêm sendo travadas na atualidade, no âmbito do Judiciário e da imprensa brasileira.

O projeto seguinte foi destinado a atender ao pedido de seus alunos, a fim de auxiliá-los em seus estudos preparatórios para concursos públicos: “Questões de Direito Processual Civil Comentadas” (Editora Fortium, 2007).

Em março de 2010, a Editora Conceito lançou o novo livro de Erick Vidigal, “A Paz pelo Comércio Internacional: a auto regulação e seus efeitos pacificadores“. Na obra são apresentadas as razões que levam o homem a guerrear, bem como a visão do autor sobre os efeitos pacificadores do comércio internacional.

Em 2012, contribuiu para o livro “Direito Constitucional Contemporâneo“, publicado em homenagem ao Vice-Presidente da República e Professor de Direito Constitucional, Michel Temer, com o capítulo “Superando a crise financeira internacional: o Capitalismo Humanista à luz da ordem constitucional dos Estados Unidos da América“.

Em 2013, contribuiu para o livro “Novas Tendências do Processo Civil – Estudos sobre o Projeto do Novo CPC” (Editora JusPodivm), com o capítulo “O Novo CPC e a Dignidade da Pessoa Humana: primeiros passos rumo à construção de uma doutrina humanista de Direito Processual Civil”

Em 2016, sua atenção está voltada para a publicação dos seguintes livros:

a) “O Capitalismo Humanista à luz da Ordem Constitucional dos EUA” (revisão final de texto)

b) “A lex mercatoria e sua aplicação no mundo contemporâneo” (revisão final de texto)

c) “Processo Civil Contemporâneo” (redigindo)

d) “Ordenamento Jurídico e Sistema: fundamentos jusfilosóficos da atividade jurisdicional” (revisão final de texto)

O arquivo digital dos dois primeiros livros de Erick Vidigal podem ser baixados gratuitamente clicando aqui.

O SERVIDOR PÚBLICO

A experiência de Erick Vidigal no serviço público começou a partir de sua nomeação, quando ainda cursava a faculdade, para o cargo em comissão de Assessor da 2a SubProcuradoria-Geral do Distrito Federal, atual Procuradoria Fiscal do Distrito Federal (1999). A indicação foi feita pelo então Secretário de Governo do Distrito Federal, Dr. Benjamin Roriz.

No ano seguinte, por indicação do Procurador-Geral do Distrito Federal, Dr. Miguel Ângelo Farage de Carvalho, assumiu o cargo em comissão de Assessor do Procurador-Chefe da Procuradoria do Meio Ambiente, Patrimônio Urbanístico e Imobiliário do Distrito Federal, exercendo tal atividade até sua formatura no final de 2001, quando afastou-se do serviço público para exercer a advocacia privada.

Em janeiro de 2007, a partir da indicação feita pelo novo Procurador-Geral do Distrito Federal, Dr. Túlio Arantes, aceitou o convite feito pelo então Secretário de Estado de Esportes do Distrito Federal, André Felipe de Oliveira da Silva, e assumiu a chefia da Assessoria Jurídico-Legislativa daquela Secretaria de Estado.

Em outubro do mesmo ano, divergências políticas e éticas levaram o Secretário André Felipe e Erick Vidigal a pedirem afastamento do Governo do Distrito Federal.

No dia seguinte ao protocolo de seu pedido de exoneração, Erick Vidigal foi convidado pelo Procurador Parlamentar da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Alexandre Santos (PMDB-RJ), a assumir novo cargo em comissão, agora para atuar como advogado daquela procuradoria.

Meses depois, Erick Vidigal assumia a coordenação de toda a Assessoria Jurídica da Procuradoria Parlamentar, passando a discutir diretamente com os Deputados Federais as estratégias jurídicas para os processos sob sua responsabilidade.

A dinâmica das salas de aula, a instabilidade da advocacia, o novo casamento e o exíguo prazo para a conclusão de sua tese de doutorado levaram Erick Vidigal a estabelecer um vínculo efetivo com o serviço público.

A escolha recaiu sobre a carreira de Analista Processual do Ministério Público da União, tanto pela natureza do ofício quanto pela possibilidade de cumprir jornada de sete horas diárias, compatível com suas demais atividades.

Após sua aprovação no concurso público do MPU, Erick Vidigal passou a servir nas Promotorias de Fazenda Pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT. Contudo, menos de seis meses depois, seu currículo cairia nas mãos do Desembargador Federal Sérgio Feltrin, recém nomeado pelo Presidente da República para exercer o cargo de Conselheiro Nacional do Ministério Público – CNMP.

A partir daí, não tardou para que Erick Vidigal fosse convidado e posteriormente nomeado para o cargo de Assessor no Conselho Nacional do Ministério Público.

Em 2012, obteve aprovação no concurso público para o cargo de Professor Adjunto de Direito Processual Civil da Universidade de Brasília – UNB, cargo privativo de Doutor em Direito.

De 2009 à 2016, Assessorou os seguintes Conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público:

– Conselheiro Sérgio Feltrin – Desembargador Federal da 2ª Região, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça

– Conselheira Taís Ferraz – Juíza Federal da 4ª Região, indicada pelo Supremo Tribunal Federal

– Conselheiro Mario Bonsaglia – Subprocurador-Geral da República, indicado pelo Ministério Público Federal

– Conselheiro Alexandre Saliba – Juiz Federal da 3ª Região, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça

– Conselheiro Gustavo Rocha – Advogado e professor universitário, indicado pela Câmara dos Deputados

O MÚSICO

Assim como os esportes, a música sempre mereceu destaque na vida de Erick Vidigal.

Ainda criança, recebeu da professora Elaine aulas de violão clássico no colégio Marista.

Aos 12 anos, manifestou pela primeira vez o desejo de aprender a tocar piano, porém sua mãe não dispunha de recursos financeiros suficientes para comprar o instrumento e pagar as aulas, sem, com isso, sacrificar a manutenção pessoal e dos quatro filhos. Optou por integrar a banda marcial da escola onde estudava (INEI), passando a tocar Bumbo, o que lhe deu sólidos fundamentos rítmicos.

Aos 14 anos, quando morou por um ano com seu pai, reafirmou o desejo, aproveitando que sua madrasta, repensando a decoração do novo apartamento, havia ganhado de seu pai um piano Fritz Dobbert, último lançamento no Brasil.

A morte de seu irmão o levou de volta ao Rio de Janeiro. Lá, sob a influência de seu irmão Edson Travassos, começou a tomar aulas de teclado, primeiramente com o professor Heitor Feijó, do estúdio Stacatto, e, posteriormente, na escola de jazz MusiArte, no bairro das Laranjeiras.

Aos 15 anos montou sua primeira banda, fazendo shows de pop rock em vários festivais escolares no Rio de Janeiro.

A experiência e o amor pela música logo lhe renderam diversos convites para apresentações isoladas como músico contratado.

Naquela época, Erick Vidigal não trabalhava e sua mãe criava a família no limite do orçamento. A necessidade, então, o impulsionou para sua primeira atividade de ensino: aulas particulares de teclado para iniciantes.

As dificuldades da vida no Rio de Janeiro, juntamente com os hormônios da adolescência, levaram-no ao mundo do rock. Foi quando conheceu o poeta carioca Carlo Alessandro Ciuffo e o guitarrista Max Schmeling, que o convidaram para integrar “Os garotos transcendentais”.

Com letras sob forte influência de Jim Morrinson e Cazuza, e harmonia inspirada em Stones, Doors e Barão Vermelho, os Garotos Transcendentais detinham seu público cativo nos shows que realizavam frequentemente no Teatro Ipanema, no Teatro Cawell e em diversos bares do Rio de Janeiro.

O Circo Voador, local onde Erick Vidigal assistiu seu primeiro show de blues, foi o lugar onde fez sua última apresentação na cidade maravilhosa.

A vinda para Brasília e a afinidade com o irmão levaram à formação da banda Manifesto Blues.

Com ela, as noites de Brasília passaram a ser menos solitárias para Erick Vidigal.

Lugares como Alto Astral Video Pub e Woodstock Cult, além de alguns teatros da capital, passaram a fazer parte de sua rotina.

Erick Vidigal tocava por prazer e por diversão na noite candanga, mas também tirava dessa atividade um pouco do seu sustento, já que naquela época trabalhava como Auxiliar de Encarregado de Serviços em uma firma que prestava serviços de limpeza no Ministério das Comunicações.

A melhora de vida decorrente do apego aos estudos possibilitou que Erick Vidigal fizesse da música seu hobby preferido. Possibilitou-lhe, ainda, comprar os instrumentos que sempre desejou, permitindo que abrisse mão de seu cachê em favor dos demais músicos que com ele tocavam.

O aumento das atividades profissionais e da carga de estudos, contudo, afastou Erick Vidigal dos palcos. Essa distância duraria alguns anos, até que em seu aniversário de 31 anos, seu irmão lhe faria uma surpresa, convidando-o para tocar com a formação atual do Manifesto Blues, no show de lançamento de seu CD no Music Station (Pier 21/Brasília-DF).

Em um show inesquecível, Erick Vidigal atraiu aplausos aos diversos solos de teclado e de guitarra que desenvolveu sob a orientação de seu irmão.

Aquela foi sua noite de despedida dos palcos. A partir daí, a música passou a acompanhar Erick Vidigal de um modo mais íntimo, solitário, tal qual nas histórias contadas nos blues que tantas vezes tocou pelas noites de Brasília.

Em 2012, Erick Vidigal resolveu contribuir com o ministério de louvor da igreja que frequenta com sua família (Igreja da Vinha de Brasília – Ministério Vineyard), passando a tocar teclado, baixo e bateria, conforme a necessidade do grupo.

No final de 2012, aceitou convite de seu irmão e montaram uma Tribute Band para tocar músicas dos Rolling Stones.

MOMENTOS