Fev 09

O esportista

A paixão de Erick Vidigal pelos esportes - especialmente pelas artes marciais - é muito antiga.

Aos 12 anos iniciou a prática da capoeira com o mestre Divino, do grupo Beribazu, no colégio INEI da Asa Sul (Brasília-DF), prosseguindo com a luta, já no Rio de Janeiro, sob a ginga malandra do mestre Bode, do grupo senzala, no América Esporte Clube. O vínculo com a Capital da República inspirou o mestre Bode na escolha de seu nome de batismo: Esplanada (seu irmão Neto Vidigal foi batizado primeiro, com o nome Alvorada).

Aos 15 anos, a paixão por esportes aquáticos levou Erick Vidigal para a prática do surf, esporte que lhe rendeu grandes amizades, algumas delas que perduram até hoje.



Foi também nessa época que seus amigos Vandinho e Beto lhe apresentaram sua mais nova paixão: o Muay Thai (Boxe Tailandês).

Sob a tutela do professor PH, dedicou-se à prática do esporte na academia Naja, no Rio de Janeiro, até a faixa azul clara, passando a dar aulas para a comunidade carente de duas favelas do bairro da Tijuca.

No morro do Borel, sede do Comando Vermelho, principal facção criminosa do narcotráfico carioca, Erick Vidigal aprendeu a importância da prática esportiva na vida de crianças constantemente assediadas pelo crime, que vivem em meio ao pesadelo da guerra entre traficantes e policiais.

As aulas no morro da Formiga, por sua vez, permitiram-lhe aprender que por trás das expressões fechadas, das gírias rasgadas, dos palavrões agressivos e da malandragem de sobrevivência, as favelas escondem trabalhadores dedicados, cheios de sonhos e esperança, em busca de uma oportunidade para mostrar o seu valor.



Nessa época, sentindo a necessidade de se aperfeiçoar no combate em solo, praticou, simultaneamente, a luta livre esportiva, a partir dos ensinamentos do mestre Jeferson Oliveira Pereira, na academia JOP.

A vinda para Brasília aos 19 anos - juntamente com algumas lesões - levaram Erick Vidigal de volta à natação, até que, por ironia do destino, esbarrou com um antigo colega de Muay Thai do Rio de Janeiro (Marcão Gigante), retomando seus treinos de Boxe Tailandês e iniciando nova luta de chão, agora o Jiu-Jitsu.

Após conhecer a filosofia de vida do professor Jucão, da Academia Gracie Barra no Rio de Janeiro, Erick Vidigal integrou a primeira equipe de competição da Academia Dalmo Ribeiro/Jucão Jiu-Jitsu, tendo lutado em vários campeonatos, incluindo o Segundo Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu em Los Angeles - EUA, no ano de 1996.





Já com a faixa azul escura no Boxe Tailândes e quando se preparava para assumir a faixa roxa de Jiu-Jitsu, a aprovação no vestibular e o início de estudos mais sérios levaram Erick Vidigal a se afastar dos ringues e tatames por uns tempos.

O jogo de tênis passou a substituir as lutas, e até o antigo skate dos dias sem onda no Rio de Janeiro foi retirado do armário.


 


Como não poderia deixar de ser, o amor pelos esportes levou Erick Vidigal a se envolver politicamente com a atividade. 

Após a conclusão dos créditos de seu mestrado, Erick Vidigal aceitou o convite do então Secretário de Estado de Esportes do Distrito Federal (2007), André Felipe de Oliveira da Silva, formulado a partir da indicação do Procurador-Geral do DF, Dr. Túlio Arantes, para chefiar o Jurídico da Secretaria.

A relação de confiança a partir daí estabelecida fez com que Erick Vidigal passasse a ter voz política nas decisões da Secretaria, fato esse que possibilitou a implementação de diversas idéias voltadas para os atletas do Distrito Federal.

Não é exagero afirmar - e diversos documentos assim o registram - a participação ativa de Erick Vidigal na adaptação do projeto das Vilas Olímpicas, idealizado pelo Secretário André Felipe, para a realidade do Distrito Federal. 

Do mesmo modo, foi a partir das conversas entre o Secretário André Felipe e Erick Vidigal que foi idealizado, criado e implementado o projeto Compete Brasília, que tinha por finalidade a concessão de passagens aéreas, para qualquer parte do mundo, aos atletas do Distrito Federal com destaque em suas respectivas modalidades.

Divergências políticas e éticas levaram ambos a se desligarem do governo, abrindo espaço para a manipulação política dos dois projetos, que em muito se afastaram da ideia original.

As Vilas Olímpicas seriam inauguradas - em número de 20 - até o ano passado, realizando, desde a sua inauguração, 5.000 atendimentos por mês em cada uma. Milhares de crianças do Distrito Federal estariam longe das ruas no horário extra-classe, praticando, com seriedade, duas modalidades esportivas, sem gastar qualquer dinheiro.

O Compete Brasília, por sua vez, que levou atletas do Distrito Federal até para a Rússia, sem burocracia e sem qualquer irregularidade quando de sua criação, estaria em seu quarto ano, privilegiando o atleta, e não as federações, associações e agências de viagens que passaram a fazer parte da gestão do projeto.

Em 2009, Erick Vidigal retomou a prática do Jiu-Jitsu, agora com o amigo e professor Juquinha, da Academia Gracie Juquinha/Humaitá, iniciando, ainda, sua preparação física com vistas ao seu retorno ao Muay Thai, para submeter-se ao exame de faixa preta.

No ano de 2010, após vencer a seletiva interna da equipe "Gracie Humaitá/Juquinha DF", obteve o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Interclubes da Liga Brasileira de Jiu-Jitsu (LBJJ) e o 1º lugar no Campeonato Brasiliense de Jiu-Jitsu, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) em conjunto com a Federação Brasileira de Jiu-Jitsu do Distrito Federal (FBJJDF).

Foi também neste ano que recebeu o terceiro lugar  na premiação de melhor atleta faixa azul do ano, no ranking interno da Gracie/Humaitá/DF, recebendo sua certificação para uso da faixa roxa de Jiu-Jtsu.

 

 

Iniciou, ainda, a prática do mergulho recreativo, como forma de estar mais perto das criaturas marinhas que tanto admira e que tanto prazer têm lhe proporcionado, a exemplo de golfinhos, tubarões baleia, arraias, moréias, barracudas e tartarugas marinhas.






Em 2011, suas atividades esportivas foram divididas entre os treinos de Jiu-Jitsu, na Academia Gracie Humaitá/DF, e os treinos de MMA (Mixed Martial Arts), na Constrictor Team.

 

No plano da política esportiva, vem acompanhando atentamente a atuação da Secretaria de Esportes do DF, municiando constantemente o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios com informações importantes voltadas ao acerca de aparentes desvios de conduta e de recursos financeiros pelos titulares da pasta.

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